sábado, 22 de janeiro de 2011

Eu não quero muito...


A lua hoje é cheia e o silêncio de uma nova madrugada pede rimas de um sentimento pagão.

Os faróis dourados lá fora já parecem cansados e, solitários, dançam uma valsa atrevida no centro de uma avenida qualquer.
Do lado de cá, eu não te peço muita coisa.
Apenas me dê uma noite e, talvez, um pouco da manhã.
Preciso adivinhar seus olhos e testar a tinta deste sorriso disfarçado pela ingenuidade.
Só quero saber do seu dia e o nome de um medo conhecido.
Eu sei, quase sem querer, que a noite é melhor assim.
Não espere que o convencimento te ensine um caminho fácil e não exija de mim um bom vinho.
Só por hoje, permita à noite perder o juízo e deixe a contradição se desviar dos olhos.
Antes que a noite acorde, leve daqui o meu sossego, que é para não perder a graça.